BDSM para Leigos.

estive afastado do BDSM por um bom tempo por conta de minhas obrigações baunilha, em minha volta me deparei com uma nova realidade, o BDSM relativamente organizado do ORKUT não existe mais, muita gente entrando no meio sem saber realmente o que é…

Por isso resolvi escrever esse post, bem básico, aliás super-básico tentando explicar, de forma extremamente simples, o que é o BDSM.

O BDSM é um padrão de comportamento sexual que abrange uma séria de fetiches e fantasias, o nome BDSM é um acrônimo para Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo. Que são os principais fetiches (ou grupo de fetiches) relacionados a ele.

De forma simplificada é possível dizer que o BDSM tem o intuito de trazer prazer sexual através da troca erótica de poder, que pode ou não envolver dor, submissão, tortura psicológica, imobilização, humilhação,  cócegas e outros meios.

Por padrão, a prática é provocada pelo(a) Dominador(a) e sentida pelo(a) Submisso(a). Muitas das práticas BDSM são consideradas, num contexto de neutralidade ou não sexual, não agradáveis, indesejadas, ou desvantajosas.

Por exemplo, a dor, a prisão, a submissão e até mesmo as cócegas   são, geralmente, infligidas nas pessoas contra sua vontade, provocando essas sensações desagradáveis. Contudo, no contexto BSDM, estas práticas são levadas a cabo com o consentimento mútuo entre os participantes, levando-os a desfrutarem mutuamente.

O conceito fundamental sobre o qual o BDSM se apóia é que as práticas devem ser SSC (São, Seguro e Consensual).

Atividades de BDSM não envolvem necessariamente a penetração mas, de forma geral, o BDSM é uma atividade erótica e as sessões geralmente são permeadas de sexo.

 O limite pessoal de cada um não deve ser ultrapassado, assim, para o fim de parar a sessão/prática, é utilizada a SAFEWORD (palavra de segurança)que é pré-estabelecida entre as partes.

IMPORTANTE: apesar da conotação sexuale star implícita no BDSM, bdsm não é sexo, BDSM é RELACIONAMENTO, é CONFIANÇA e RESPEITO.

Interessada em saber mais? Pergunte.

 

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Tipos de Doms, subs e relacionamentos no BDSM

O bdsm tem um espectro de atuação muito amplo, ele cobre todo uma cama de técnicas e comportamentos que é difícil cobrir tudo em um único texto. Alem disso alguns termos tem diferentes interpretações e graduações (Light a hard) nem toda dupla dom-sub (evitei de usar casal, pois existem duplas homossexuais, e para evitar discussão sobre nomenclatura resolvi usar duplas) os interpreta da mesma forma, por isso as informações que colocarei aqui é a que eu utilizo, baseado em meus estudos, experiência e conversas pelas comunidades bdsm.

Antes de falar das técnicas, vamos falar de relacionamentos e tipos de Dominadores e submissos.

Existem 2 comportamentos básicos num dominador que acabam definindo o seu perfil e o tipo de relacionamento. Na grande maioria dos dominadores  estão presentes os dois, mas sempre um deles é o Dominante:

Controlador: este comportamento faz com que o Dominador controle as ações da submissa. Isso pode se de forma light (pequenos comportamentos a serem adotados em ocasiões especiais) até o hard, controlando todos os aspectos de sua vida: o que vestir, o que comer, o que beber, onde ir, com quem ir, o que ler, que filme  assistir. É  um relacionamento do tipo DONO e propriedade. É       recomendável, mesmo nos relacionamentos mais Hard, definir um círculo de segurança, um limite social, profissional e familiar alem do qual o DONO não poderá comandar sua propriedade para iniciar esse relacionamento. Com o passar do tempo, com a cumplicidade estabelecida o Bom Sendo comprovado  do Dono tornará dispensável esse círculo.  Esse tipo de relacionamento por implicar em uma cumplicidade maior normalmente é mais duradouro, sendo muito raro os casos de sessões eventuais.O relacionamento onde este comportamento é dominante chama-se normalmente de D/s.

Torturador: este é o comportamento um Dominador tortura a submissa (na maioria das vezes tortura é física, pode ser também  emocional), tendo prazer no sofrimento  causado. Também existem graduações neste tipo de comportamento, indo do Light : tapas,  chicotes e chibatas de couro sintético  (faz mais barulho que dor), puxões de cabelo, velas, etc. Até os mais hard (agulhas, cortes, surras com correntes) etc. ë um relacionamento do Tipo Sádico e masoquista. O relacionamentos desse tido, por serem baseados principalmente na dor física, não precisam ser necessariamente longos, sendo relativamente comuns os casos de sessões eventuais, porém por questões de segurança é recomendável uma graduação do nível (de light a hard) durante a sessão para evitar acidentes e traumas. O relacionamento onde este comportamento é predominante normalmente chama-se SM.

Alem desses comportamentos existem um outro comportamento de Dons que complementar, e que junto com os dois básicos formam o perfil completo do Dom e da Relação com sua sub.

Adestrador – o Dom  Adestrador é o dom que sente prazer em ensinar, em moldar comportamento. Para ser um bom adestrador é preciso muita paciência  para aceitar pequenos erros (não de forma passiva, mas sem um castigo pro demais traumatizante) e muita sensibilidade para perceber o que e como a sub precisa aprender. Os Dons que tem esse componente em seu perfil normalmente são os que aceitam iniciantes e curiosas, e tem prazer no esforço do adestramento, muitas vezes “perdendo tempo”com uma curiosa que “não nasceu para coisa”.

Esses Dons gostam, muitas vezes de ser  chamados de Mestre, e chamam sua sub de aprendiz. A relação Mestre-aprendiz normalmente evolui para Dono-propriedade ou termina, mas raramente termina de forma traumática, quando um Mestre não tem mais o que ensinar e não tem o perfil de Dono(ou existe algo que impeça essa posse), a relação termina de forma consensual, restando respeito e admiração. Muitas vezes o mestre se tornando conselheiro da aprendiz. Nesse caso o Mestre torna-se Tutor ou Mentor.

O Segredo de uma relação bdsm sadia é o “casamento” de compatibilidades:

1.       Uma sub iniciante deve procurar um Mestre

2.       Uma sub queira ser controlada,deve procurar um Controlador.

3.       Uma sub masoquista deve procurar um Torturador.

Independente do tipo de dom, do tipo de sub e do tipo de relacionamento, existe um direito inalienável de toda sub:

Ela pode sair da relação no momento em que não se sentir confortável com ela, ou não tiver prazer, é o único direito

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